
Votuporanga, sexta-feira, 30 de julho de 2010
O egresso em Ciências Biológicas de 2006, Clodoaldo de Lima Pereira, tem uma vida pessoal e profissional marcada pela dedicação e pelo esforço. Ele concluiu, no dia 15 de julho, seu mestrado pela IUCT (Institut de Ciència i Tecnologia) Mollet del Vallés, em Barcelona, na Espanha, e obteve o título em Biotecnologia, aplicada à área de Indústria Química e Farmacêutica.
Os estudos buscaram desenvolver capacidades e habilidades fundamentais para a pesquisa, por meio de investigação científica, aulas teóricas e práticas, seminários de orientação de pesquisas e outras atividades direcionadas ao campo de atuação.
Para a coordenadora do curso, Profª. Marisa Mauricio Carrasco Dionísio, “a conquista reafirma a capacidade da graduação em criar bases e competências necessárias para o aluno ingressar na área acadêmica”.
A tese “Extração, imobilização, identificação e produção industrial de lípase de bactéria halófila-extremófila”, abordou análises direcionadas à produção de biodiesel, a partir de lipasa extraída de bactéria proveniente de um ambiente hipersalino, por meio de técnicas de biotecnologia industrial, engenharia genética, bioinformática, entre outras. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Victor Deroncele, coordenador dos laboratórios do IUCT.
Segundo Clodoaldo Pereira, “o projeto de pesquisa, já existente no Instituto, é uma verdadeira revolução e pode trazer benefícios para outros segmentos da pesquisa científica, pois além da produção de biocombustível, a enzima em estudo também atua na degradação do glicerol, um dos principais resíduos gerados no processo de produção de biodiesel na Europa e também na produção de aceclofenaco, por via biotecnológica”.
Além de pesquisador pelo IUCT, o biólogo estagiou no Pólo Regional do Noroeste Paulista pelo Instituto Agronômico (IAP) - unidade de Votuporanga -, em 2004. No ano seguinte, atuou no laboratório de Microscopia da Unifev, entre outros lugares.
“Só tenho que agradecer à minha família, aos professores e aos funcionários dessa incrível instituição chamada Unifev, pela contribuição para o meu sucesso”, afirma Clodoaldo.
Desafios
Além da pesquisa, Pereira teve que lidar com o conflito cultural e com trabalhos alternativos para garantir o sustento. “As diferenças culturais são brutais, o impacto é muito grande. Tive que fazer tudo o que fosse possível para sobreviver, já que não contava com nenhum apoio financeiro. A princípio, fui músico de rua, depois, joguei futebol amador, fui garçom em um restaurante de comida italiana. Hoje vivo no Principado de Mônaco, pequeno país da França conhecido pelas corridas de Fórmula 1 e pelos cassinos de Monte Carlo”, conclui o ex-aluno.
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24/09/2009 - 09h17min