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15 Set 2026
PESQUISA

Coordenador de Pedagogia Unifev destaca suas produções científicas na área da Educação

Prof. Dr. Anderson Bençal relata como a investigação sobre cultura digital estimula o ensino e fala dos novos talentos acadêmicos na Instituição

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O Prof. Dr. Anderson Bençal Indalécio tem uma carreira acadêmica bastante consistente e que percorre a Educação Física, a Pedagogia e a Filosofia, além de diversos aperfeiçoamentos voltados às tecnologias e metodologias de ensino, levando consigo a expertise de quase duas décadas de sala de aula e 12 anos à investigação científica. Mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o docente atua na linha de Cultura Digital e Processos Formativos, reunindo dezenas de produções, resumos e livros publicados.

Atual coordenador do curso de Pedagogia Unifev, ele divide sua rotina entre a responsabilidade acadêmica da graduação e as salas de aula. Nesta entrevista, o professor fala sobre suas investigações na área de metodologias de ensino e destaca as iniciativas da Coordenação de Pesquisa da Instituição, que promovem o ingresso dos graduandos no universo científico pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (Pict/Unifev).

A conversa faz parte das ações de divulgação científica da Unifev, com o objetivo de destacar a produção e os pesquisadores da casa. 

Leia a entrevista completa:

 

Pergunta: Qual a sua área de atuação na Unifev?
Resposta:
Atuo na área da Educação, especialmente na formação de professores, por meio da docência nos cursos de Pedagogia e Educação Física. Minha atuação envolve também atividades relacionadas à gestão acadêmica, formação docente e desenvolvimento de práticas pedagógicas.

 

Pergunta: Há quanto tempo você se dedica à docência na área de pesquisa? 
Resposta:
Atuo como docente na Educação Básica há 19 anos e no Ensino Superior há 16 anos. Como pesquisador, desenvolvo atividades de pesquisa há aproximadamente 12 anos.

 

Pergunta: Quantas pesquisas e artigos já produziu?
Resposta:
Ao longo da minha trajetória acadêmica, estive vinculado a seis projetos de pesquisa de maior abrangência. Como resultado dessa caminhada, tive a oportunidade de publicar dois livros e 14 artigos completos em periódicos, além de 14 resumos em anais de congressos e 59 trabalhos apresentados em eventos científicos.

 

Pergunta: Professor, o que despertou seu interesse pela pesquisa científica? Qual linha de pesquisa você desenvolve atualmente? 
Resposta:
Inicialmente, o interesse surgiu da vontade de ampliar minhas possibilidades acadêmicas e profissionais. Com o tempo, compreendi que pesquisar vai muito além disso. A pesquisa nos permite ter acesso a novos conhecimentos, ampliar nosso repertório e, principalmente, produzir e compartilhar novos saberes que possam contribuir para o avanço da ciência e da Educação.
Minha atuação está concentrada principalmente na área de Cultura Digital e Processos Formativos, com interesse nas relações entre o mundo digital, a formação de professores, as práticas pedagógicas e a Educação. Essa trajetória vem sendo construída há vários anos: meu mestrado investigou tecnologias digitais e a prática docente na Educação Física e, no doutorado, aprofundei os estudos sobre infância contemporânea, cultura digital, cultura lúdica infantil e conhecimento docente. 

 

Pergunta: Qual a importância da iniciação científica na graduação? E qual dica para o aluno que quer começar a pesquisar?
Resposta:
A iniciação científica é uma oportunidade de o estudante ultrapassar os limites do conhecimento apresentado em sala de aula. Ele aprende a formular perguntas, buscar evidências, analisar informações, construir argumentos e produzir conhecimento. Mesmo para quem não pretende seguir carreira acadêmica, pesquisar desenvolve autonomia intelectual, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas, que são competências importantes para qualquer profissão.
Comecem por algo que desperte curiosidade. Uma boa pesquisa geralmente nasce de uma boa pergunta. Procurem um professor que trabalhe com uma área de interesse de vocês, conversem sobre suas inquietações e iniciem pelas leituras. Não é necessário começar pensando em um grande projeto. A pesquisa pode nascer de uma dúvida aparentemente simples, desde que exista disposição para investigá-la com seriedade e método.

 

Pergunta: Já participou de editais ou projetos financiados? Quais?
Resposta:
Sim. Já participei de projetos vinculados a programas financiados pela Capes e também tive a oportunidade de participar de edições do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica Unifev (PICT). Essas experiências foram importantes não apenas para minha formação como pesquisador, mas também para possibilitar a participação de estudantes de graduação em atividades de iniciação científica.

 

Pergunta: Quais foram os maiores desafios na sua trajetória como pesquisador? E os principais aprendizados?
Resposta:
Um dos principais desafios sempre foi conciliar a pesquisa com as diferentes responsabilidades profissionais. A pesquisa exige tempo para leitura, coleta e análise de dados, escrita e constante atualização. Outro desafio importante é aprender a lidar com as dificuldades próprias do processo científico, pois nem sempre encontramos os resultados que imaginávamos. É preciso compreender que as dúvidas, os erros e a necessidade de rever caminhos também fazem parte da construção do conhecimento.
O principal aprendizado foi compreender que o conhecimento nunca está pronto. Quanto mais pesquisamos, mais percebemos o quanto ainda precisamos aprender. A pesquisa também me ensinou a olhar para os problemas educacionais com maior criticidade, evitando respostas simples para questões que, muitas vezes, são bastante complexas. Inclusive, aprendi o valor da colaboração e da troca de conhecimentos com outros pesquisadores, professores e estudantes.

 

Pergunta: Um projeto de pesquisa que você tem orgulho de ter feito parte?
Resposta:
Destaco minha pesquisa de doutorado, intitulada Infância contemporânea: análises sobre a relação entre cultura digital, cultura lúdica infantil e conhecimento docente. Foi um trabalho que reuniu diferentes temas que acompanham minha trajetória como professor e pesquisador e possibilitou compreender melhor as transformações da infância diante da cultura digital e seus impactos sobre o trabalho docente. Também tenho muito orgulho dos projetos de iniciação científica que coordenei, principalmente pela oportunidade de inserir estudantes de graduação no universo da pesquisa. Um exemplo foi a investigação sobre jogos digitais como mediadores da aprendizagem matemática, desenvolvida com três estudantes de graduação.

 

Pergunta: O que não pode faltar no perfil de um bom pesquisador?
Resposta:
Curiosidade, disciplina, ética e disposição para aprender. Também considero fundamental ter humildade intelectual para reconhecer que nossas ideias podem ser questionadas e modificadas diante de novas evidências. Um pesquisador precisa estar disposto a perguntar, ouvir, estudar e rever suas próprias certezas.

 

Pergunta: Como a pesquisa impacta a qualidade do ensino na sala de aula?
Resposta:
A pesquisa transforma nossa maneira de ensinar. Um professor que pesquisa tende a questionar mais a própria prática, atualizar seus conhecimentos e tomar decisões pedagógicas mais fundamentadas. Para mim, ensino e pesquisa estão diretamente relacionados: aquilo que investigamos amplia nosso repertório e retorna para a sala de aula na forma de novos conhecimentos, reflexões e possibilidades de ensino. Essa relação aparece, inclusive, na minha própria trajetória, em que diferentes pesquisas estiveram diretamente relacionadas às tecnologias, metodologias de ensino e formação de professores.

 

Pergunta: Quais áreas ou temas você gostaria de explorar em pesquisas futuras?
Resposta:
Pretendo continuar investigando as relações entre Cultura Digital e Educação, especialmente diante das rápidas transformações provocadas pela Inteligência Artificial. Tenho interesse em compreender como essas tecnologias estão modificando os processos de ensino e aprendizagem, a formação dos professores e a própria relação das novas gerações com o conhecimento. Também me interessa investigar os impactos da cultura digital sobre a infância e sobre as práticas educativas contemporâneas.

 

Pergunta: Um(a) cientista ou pesquisador(a) que o inspire?
Resposta:
Paulo Freire é uma das minhas principais referências, especialmente pela maneira como compreendeu a Educação como um processo de diálogo, reflexão e transformação. Sua obra nos lembra que ensinar e aprender exigem curiosidade, criticidade e abertura permanente ao conhecimento.

 

Pergunta: Complete a frase: “Fazer pesquisa é...”
Resposta:
Fazer pesquisa é transformar a curiosidade em conhecimento e o conhecimento em possibilidade de mudança da realidade.

Assessoria de Comunicação
Paula Araújo
MTb 46.145/SP
E-mail: comunicacao@unifev.edu.br